Um varejo renovado.
Já vai longe o tempo em que bastava abrir as portas e faturar. A competitividade, o alto padrão de exigência dos clientes e consumidores, pautado pela intensidade de acesso à informação pela internet e a sempre presente briga por mark-up, fazem do varejista hoje, mais do que um lutador, um verdadeiro trapezista:muitas vezes no ar, outras tantas segurando a barra. Arriscar sem comprometer o negócio, esticar os músculos sem arrebentá-los e ir ao encontro do cliente sem ir de encontro a ele, passaram a ser as melhores práticas diárias e a política acertada com a dose de arrojo e intrepidez necessárias para manter o negócio sempre vivo e vivaz, nunca esquecendo de que o lucro é o que mantém vivas as empresas em condições de continuar competindo e se colocando no rastro da perpetuação. O constante aprimoramento da equipe como um domador que treina e tira o melhor de seus leões, é o papel do gestor moderno que posa mais para líder do que para chefe, mantendo a tropa sempre motivada a fazer quase qualquer sacrifício para ocupar o lugar mais nobre na mente, na alma e no coração dos clientes.
Tudo isso não seria nada, se ainda não fossemos todos soterrados pelo diuturno tsunami de impostos a que o governo nos submete.
Cada vez mais colocar-se à frente de uma empresa é um ato de paixão, (ou loucura?), uma profissão de fé e uma insofismável demonstração de competência pessoal. Um Viva e um Ave, a quem elege na sua vida a prioridade de servir, procurando fazer sempre o melhor, sendo justo e honesto no sentido mais amplo que a palavra possa alcançar, para fazer do varejo uma honrosa e honrada atividade que em última análise puxa todas as outras a reboque.
Mauro Blankenheim-Publicitário e Professor





